segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A Dança

Era uma manhã que tinha tudo para ser fria e me recordo que sai de casa bem agasalhada. Mas à medida que ia me aproximando da rua, para ir à vaga onde meu carro estava estacionado, o sol começava a me banhar com aqueles raios tímidos de inverno e a me aquecer.

Quando me sentei ao volante, já tirei minha echarpe e abri um pouquinho o vidro. Aquele dia, então, seria mais quente do que eu esperava. Ainda bem!

Aquela terça-feira, começou de fato, com um belo café da manhã na companhia de uma amiga que amo servido em sua casa. Passamos horas conversando sobre tudo e nada, almoçamos e a hora de ir para o trabalho já era chegada.

Agora era o meio do dia e o sol perseverava em aquecer e trazer conforto. Foi dirigindo pela via expressa da cidade, agradecendo pelo sol que fazia, que um novo personagem surgiu: o vento. Aquele do qual gosto tanto: forte e que vem de encontro ao rosto! O mais curioso é que até ele estava quente. Era um soprar delicado, gostoso, aquecido, e quanto mais rápido eu dirigia, mais decididamente ele entrava pelas janelas do carro e mexia com meus cabelos.

Mas a cena que estava sendo composta lá fora era linda: uma dança. As árvores se mexiam compassadamente de uma lado para o outro e, harmoniosamente, quase competiam para ver qual delas balançava mais os galhos, as folhas, os ramos. Do chão, das próprias árvores e quem sabe mais de onde, folhas eram arrastadas e formavam um redemoinho verde e alto. Era exuberante. Determinado, o vento indicava a direção para as folhas e árvores, ao mesmo tempo que cantava para elas. Era um espetáculo delicado e forte, e eu estava nele. Eu estava inserida em toda aquela beleza. O redemoinho corria ao redor do meu carro, uma das folhas se aventurou e caiu no meu colo.

Fui mais surpreendida e agradada do que podia imaginar: Deus compôs pra mim uma linda dança com os personagens que mais gosto: o sol e o vento. E foi uma combinação perfeita.

sábado, 23 de julho de 2011

Retrospectiva - 18/07 a 22/07

. fiz o Gui me levar às 4:00 da manhã no aeroporto
. viajei de avião pra Londrina
. levei chuva pra Londrina
. vi aeromoças antipáticas de cabelo mal arrumado e maquiagem mal feita
. bebi cerveja com meu pai e com a Rafinha
. passei mal à noite da bronquite
. passei o aniversário do meu pai no hospital
. passei a semana tomando antialérgico
. perdi 2 campeonatinhos de "pif"
. ganhei um jantar
. comemorei o dia do amigo
. ganhei 2 campeonatinhos de dominó
. perdi meu voo por causa do mau tempo
. tomei chuva
. vi (ao vivo) o Galvão Bueno se dar bem
. fui parar num hotel 5 estrelas
. comi os pratos mais caros do hotel
. assisti filme preto e branco usando robe e comendo castanha
. andei de taxi
. me perdi
. conheci pessoalmente uma dupla sertaneja
. meu voo atrasou mais de 30 minutos
. minha mala foi a primeira a sair na esteira
. tomei vinho
. dancei funk
. cantei em videokê
. comi fondue

(Algumas destas coisas merecem, e vão ganhar, descrições mais detalhadas)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cena engraçada 2

Depois de muito insistirem, três amigos meus conseguiram me levar para jantar na companhia deles e na companhia dos meus dois ex-namorados. Sim, já começa a ficar divertido aqui. Éramos seis. Era só eu de mulher. Eram dois ex-namorados.

Cheguei no lugar acompanhada de um dos amigos e, um segundo depois, mais dois apareceram. Não demorou muito para que a última dupla surgisse pelo corredor.
Eu estava bonita, arrumada, corte novo de cabelo e sim, acompanhada de seis belos rapazes. Não preciso dizer o quanto estava me sentindo bem. Afinal, se dizem que há duas mulheres, em média, para cada homem, eu estava desbancando umas nove!

Além da cena engraçada que acontecia paralelamente - meus ex-namorados, juntos, vendo o que iam comer -, uma segunda começou a passar bem no caixa ao lado do meu: dois moços faziam seus pedidos ao atendente, mas um deles escutou meu nome saindo da boca de um dos meus amigos e foi mais que suficiente para que o estranho se achasse íntimo para me chamar de "Paty" também.

O "Paty" não veio sozinho, veio acompanhado de um xaveco barato, pouco original, porém, corajoso e destemido. Afinal, cinco homens não intimidaram meu admirador da fila do hamburguer!

Cena engraçada 1

Numa tarde de um dia de férias, resolvi ir até um out let de uma das lojas que vendem o meu número de jeans: 34.
Como eu bem sabia, encontraria lá dezenas de modelos e opções, mas meu objetivo eram três peças. Três calças jeans e nada mais.
O vendedor, fazendo o papel do vendedor atencioso, começou a perguntar qual dos modelos expostos me agradava. E, depois de escolher alguns, eu fui rumo ao provador e ele, rumo ao estoque, para buscar a numeração correta das roupas que eu tinha gostado.

No provador, eu já descartava algumas calças pela cor, afinal para mim não tem coisa mais feia do que jeans sem cara de jeans.

Tirei o meu jeans - um tanto velho, eu diria - e comecei a botar minhas pernas nas pernas das calças. Mas foi entre retirar uma e pegar a seguinte, que a voz do vendedor apareceu por detrás da cortina do provador.
Eu queria pegar os jeans que ele havia trazido, mas me deu a bendita preguiça dos 10 segundos e, por isso, não queria ter que vestir a minha calça só para abrir a cortina. Eu não coloquei, então, a calça e, portanto, fiquei só de calcinha. Mas não, eu não abri a cortina completamente.

O plano foi puxar, delicada e cuidadosamente, um pouco do tecido para eu pegar com apenas uma mão aquilo que estava com meu atendente. O fiz. Fechei a cortina e ao me virar, me dei conta, de fato, do que havia naquele provador - e, espera-se, em todos os provadores do mundo -: um espelho.

A abertura que fiz no pano para ver o vendedor, permitiu também a ele uma visão: a do meu traseiro em reflexo!
A solução foi ficar vermelha, me xingar de idiota, não querer nunca mais sair daquele cubiculo, agradecer pela calcinha em ordem que eu estava usando e fingir que nada tinha acontecido.

Sai de lá com uma pilha de calças que não levaria, a qual serviu por breves segundos para tapar meu rosto da vergonha, e outras três na mão que debitariam pouco mais de R$200,00 da minha conta. Estas, pelo menos, serviriam para esconder meu bumbum.

A vontade que não vem

Muitas vezes, eu gostaria de fazer uma série de coisas, mas mesmo querendo fazê-las, eu simplesmente não tenho vontade para. Você consegue entender isso? Compreende a diferença entre uma coisa e outra?

Eu queria ter vontade de praticar um esporte, de dormir e acordar mais cedo, de fazer uma trabalho voluntário, mas não tenho.
Sinto vontade de escrever todo dia, de ficar feliz todo dia, de não ter recaídas emocionais e espirituais, mas na grande maioria das vezes, a vontade não prevalece.
Gastar melhor meu dinheiro, me planejar melhor, ser mais organizada, viajar mais, ser menos preguiçosa, são vontades que tenho, mas que nunca as ponho em prática.
Minha vontade de ser mais segura, mais discreta, mais confiante, mais tranquila não me torna nada disso.
Tenho tanta vontade de orar mais, de ler mais a Bíblia, de voltar a estudar, de ser mais obediente a Deus. Vontade de ser menos covarde, de ser mais ousada e inteligente, ser mais sábia, mais forte, mais resoluta.
Eu adoraria não ter vontade de chorar em público, de me expor, de lembrar constantemente o que já passou. Queria ter a não-vontade para sentir medo, brigar, discutir, ser teimosa, implicante, desamorosa e irritante.

Tenho vontade para ter e para não ter. Mas, infelizmente, a vontade, seja uma ou outra, não vem.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Coisas simples da vida

Eis minha lista de coisas simples da vida, as quais me fazem bem, me dão prazer, me emocionam, fazem eu me apaixonar, me encantam:

- Joaninhas
- Vento no rosto (quanto mais frio melhor)
- O barulho do mar
- Ver as nuvens se moverem e mudarem de forma
- Lírios
- Beija-flor
- Poesias e poemas
- Beijo de esquimó
- Louva-a-Deus, grilos e gafanhotos
- Pérolas
- Beber de canudinho até o último e fazer aquele barulho
- Libélulas
- Abrir lata de refrigerante
- Borboletas
- Pé de morango
- Deitar na grama
- Banho de cachoeira
- Brigadeiro de panela
- Pipoca de panela
- Alecrim
- Comer manga chupando da casca
- Ver o caminho das formigas
- Observar uma criança dormindo
- Banho de chuva
- Eclipse
- Deitar no chão e ver o céu estrelado
- Tomar leite puro
- Dormir na rede
- Comer de colher
- Comer melancia em fatia
- Abraço de vó e vô
- Caminhar na rua, na praia, no parque
- Tomar sol
- Cafuné
- Colocar a roupa assim que ela é passada, porque está quentinha
- Chupar gelo
- Algodão doce
- Me espreguiçar no banho
- Pegar no sono rápido
- Acordar e ver que posso dormir mais
- Fazer carinho na orelha
- Escrever e pensar bobagem
- Ouvir o "tec-tec" do moço que vende biju na rua
- Comer milho na espiga
- Ficar deitada no peito
- Poder ficar com alguém em silêncio
- Carinho na mão

A sutileza de Deus

"...tomei-os nos meus braços, mas não atinaram que eu os curava. Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; fui pra eles como quem alivia o jugo de sobre suas queixadas e me inclinei para dar-lhes de comer." Oséias 11:3,4

Ao meu redor tenho uma sala, a porta do meu quarto, uma planta no canto do cômodo. Todo esse espaço está iluminado e bem arejado. Posso ouvir uns pássaros cantando lá fora, além de uns periquitos que visitam todos os dias a janela da minha vizinha, eles são grandes e lindos.
Na cozinha há comida pronta para o almoço, já tomei um banho quente e estou usando um moleton bem quentinho.

Quem me deu tudo isso? Quem fez tudo isso?

Depois do texto de Oséias que li hoje na minha devocional diária, percebi que tudo, exatamente tudo, é um presente de Deus. É algo que, cuidadosamente, Ele nos dá todos os dias, a fim de nos agradar, de ministrar ao nosso coração uma verdade, de nos cortejar. Ele nos dá para alegrar o nosso dia, para nos fazer felizes. Ele nos mima, nos surpreende e cuida.

O vento que bate no rosto, a fruteira cheia de frutas, a letra de uma linda música, a chuva que não te molhou, o ônibus que passou na hora certa, a ligação de alguém importante pra você; tudo isso é Deus te agradando.

É isso que o texto nos fala. O próprio Deus é capaz de se inclinar para nos dar de comer, Ele mesmo cuida de nós quando não estamos bem e faz isso "com laços de amor".
Notei, então, o quanto somos insensíveis a Ele. Nós não percebemos o que Ele faz, muito menos o que Ele deixa de fazer para o nosso bem. É que Deus é sutil.

Eu tenho toda uma lista de coisas simples da vida que mexem comigo. Hoje, eu sei que quando me deparo com alguma delas, é Deus me mandando um agrado, um recado, um lembrete, uma alegria.

Hoje eu vou sair de casa mais atenta, mais sensível, mais perceptível. Tenho certeza que Ele preparou um dia muito especial pra mim; quero vivê-lo. Quero notar e experimentar a sutileza de Deus.