terça-feira, 30 de junho de 2009

Um pouco mais de educação, oras bolas!

Na última sexta-feira matei duas vontades constantes num mesmo dia: cinema e um frapuccino mocha do Starbucks. O dia estava frio e São Paulo vestiu a camisa da "terra da garoa"; havia uma chuvinha bem rala compondo o cenário do dia.
A minha companhia foi um chileno bem atrasado (pero, tudo bem, ele tem "vale-atrasos" comigo, porque já atrasei várias vezes com ele), mas, por incrível que pareça, não fiquei estressada durante a espera do chico. Acabei me entretendo com a cena de um pai que chegava ao cinema com seus dois filhos.
O homem carregava uma sacola da Saraiva com apenas um livro, era perceptível por causa do volume na sacolinha, e de cada lado tinha um garoto; o que estava a sua direita era o mais novo, devia ter no máximo 6 anos, o outro não passava dos 10.
O discurso do pai que ia sendo arrastado para a bilheteria do cinema consistia em enumerar as milhares de coisas que tinha feito com os filhos e para os filhos no dia anterior e naquele: "Ontem nós já passeamos, compramos coisas, hoje também". Era claro que o pai não queria assistir coisa alguma.
Os filhos, claro, retrucaram e o discurso deles afirmava que a idéia de ir ao cinema tinha sido do pai: "Você que falou e agora não quer mais", "Você disse e agora eu tô com vontade. Eu quero ir,pai".
Diante desse cenário todo eu armei na minha cabeça a expectativa pela resposta do pai - na verdade, eu torcia pra que o pai fosse consistente e dissesse não, explicando que a idéia mesmo sendo dele, obviamente não tinha sido boa.
"Diga não", "Mostre quem é que manda", "Seja PAI, oras bolas!". Tudo isso compôs o meu canto de torcida ao pai.
Mas não é que o pai permitiu-se continuar sendo arrastado à bilheteria?E vou te dizer: mesmo com o pai aparentemente cedendo, nenhum sorriso, satisfação ou agradecimento, perpassou o rosto daquelas duas crianças.
Mal-educados.Muito mal-educados.
Alguns minutos depois, que não me pareceu mais de 2, eles saíam da bilheteria, rumo à escada rolante. "O pai venceu!", eu pensei. Ele era seguido (eles não estavam mais ao seu lado) por dois meninos rabugentos e contrariados.
Sinceramente, eu teria ficado mais satisfeita se o pai nem tivesse tocado no assunto do cinema sem ter certeza se queria e poderia levar os meninos à sessão. Na verdade eu teria ficado ainda mais satisfeita, se o pai não tivesse concedido aos garotos um dia anterior com 1473578673 coisas, presentes e afazeres.
Foi aí que parei pra pensar e analisar a situação dos meninos e tentar entender um pouco mais aquela família.Foi a primeira análise realista que fiz depois de formada! (Me senti tão adulta!!!Rs,rs,rs!)
Mas, enfim, o que me pareceu, foi que a relação daquele pai com os filhos era baseada em compensações. Compensar pela ausência, pela demora, pela irritabilidade, e eu-sei lá-mais-o-que!O fato é que aquelas crianças crescem sem o mínimo de limites, consideração pelo próximo e respeito a quem se deve respeito. Eles têm a grotesca possibilidade de se transformarem em rapazes egoístas e que têm certeza que as pessoas existem para saciar suas vontades.
A culpa é dos meninos?Eu não quero que um raio caia na minha cabeça, mas sinto dizer que a maior culpa deve ser voltada aos pais, sim. Infelizmente.
Aqueles meninos, assim como nós, nasceram sem saber absolutamente nada. Se agiam daquele jeito é porque aprenderam a agir daquele jeito.
A maioria dos adultos sempre culpa a sociedade, o governo, a escola, os traficantes, os bandidos, pelas catástrofes socias, religiosas etc, mas não tem a consciência que essas pessoas adultas nem sempre foram adultas; positiva ou não, benéfica ou não, eficiente ou não, essas pessoas que compõem esse "grupo de risco", receberam uma educação.
Por isso, deixo aqui um apelo, para que os pais, educadores e afins, se importem em educarem com consistência e constância seus filhos, alunos e afins, para que cada dia mais saibam o que significa ser pessoa, ser ser vivo, atuante em nosso planeta.
E que, pelo amor de Deus, essas cenas de má-educação, birra e mimo exacerbado, se extinguam das filas de cinema, dos corredores de supermercados, das prateleiras de lojas de brinquedos.

...

"Ei medo...eu não te escuto mais, você não me leva a nada".
E agora é só ir..."pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou"

sábado, 27 de junho de 2009

Eu sou a protagonista

Tenho passado tardes em casa e, por isso, tenho assistido muitos filmes e seriados, pois sou completa e simplesmente compulsiva por eles!(Acho que vocês ainda ouvirão sobre isso).
O último filme que assisti na TV foi na segunda-feira: O Casamento do Meu Melhor Amigo, com Julia Roberts.Ela, fantástica, o filme, engraçadíssimo.

Mas se pararmos pra ler o título do filme com atenção podemos ver que o filme na verdade não é sobre ela; é sobre o melhor amigo dela.
É até estranho pensar: Julia Roberts não é a protagonista?Como assim?Não, não é. Ela pode aparecer no maior número de cenas, mas o longa não trata do casamento dela, da história dela, e sim do casamento de seu melhor amigo. Triste. Julia Roberts em segundo plano.

Aí, me veio à mente um outro filme: O Amor Não Tira Férias. Nesse filme duas mulheres, interpretadas por Cameron Diaz e Kate Winslet, decidem trocar suas casas, enquanto uma vai pra Inglaterra (Diaz), a outra vem de lá para ficar em Los Angeles (Winslet). Muitas coisas acontecem dessa troca, como vocês podem imaginar, mas quero destacar a cena abaixo:

ARTHUR E IRIS - O AMOR NÃO TIRA FÉRIAS


Arthur diz que Iris está fazendo o papel secundário, o papel figurante, em sua própria vida, assim como Julianne na história de seu amigo; nenhuma das duas se reconheceu como protagonista de suas vidas.Triste duas vezes.

É óbvio que eu não poderia deixar de trazer isso pra minha vida...

Gente, por muito tempo eu fui secundária. Por muito tempo eu fui a melhor amiga. O cômico e o trágico disso é que ao me anular assim, eu achava que estava desempenhando um papel nobre!Até parece!

Cansei, minha gente!Chutei o pau da barraca, coloquei as cartas da mesa, rodeia a baiana, levantei, sacudi a poeira, dei a volta por cima e reivindiquei o papel principal.
Eu sou a protagonista da minha história.
E hoje tenho estreado muitas comédias, umas românticas outras nem um pouco, alguns dramas e – por mais que eu não goste – terror.

E aqui eu relembro um filme de Julia Roberts e outro de Kate Winslet, nos quais, nesses sim, elas desempenharam o papel que cada mulher merece: o de mocinha, o de mulher fatal, o de preferida, o de irresistível, o de mais bela, o de escolhida. O papel principal.

Uma Linda Mulher e Titanic.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Aquele que é completo, completa

Hoje fiquei sabendo sobre Aline Coelho muito mais do que soube há anos atrás.
Conheci Aline de ouvir falar, por comentários, por volta de três anos atrás. Quem diria que ouviria de novo sobre ela hoje!Ainda mais sobre seu estado de saúde: leucemia.
Aline tem apenas 18 anos e tem visto muitas pessoas se mobilizarem; pessoas motivadas a ajudar, desde seus familiares até famosos jogadores de futebol.
Foi, portanto, a partir disso que parei pra pensar: o que me motiva? A escrever? A procurar um emprego? A pregar o Evangelho? A fazer um teste para doação de medula? A viver?
E aqui, as perguntas ainda não cessam: o que motiva os amigos de Aline a fazerem vídeos para divulgar seu problema e a fazerem o teste para a doação de medula?E sua família?O que motiva Aline? E, por fim, me pergunto: o que motiva você?
Poderia dizer que o amor, a solidariedade, a felicidade, a esperança, o sonho, a fé, são agentes motivadores. Mas, por sua vez, o que desperta esses agentes motivadores?
...
Não consegui resposta alguma. Talvez, porque esses agentes motivadores já nos sejam dados desde sempre, para quando nos depararmos com uma situação assim, possamos agir. Então, nada os desperta, eles já são por si só.
E não é algo parecido com isso que dizem sobre Deus?Algo como: Deus é auto-suficiente, Deus sempre existiu e ponto, Deus é Deus por si só e não necessita de mais nada.
É possível, então, relacionar esse Deus com Aline?Ainda que esse Deus seja concebido como sendo um ser tão cheio, tão completo?
Declaro aqui: é justamente por Deus ser assim que essa relação é possível.
Não. Não irei discorrer muito sobre isso. Cessarei algumas bolhas. Mas não posso deixar de dizer, pelo menos, duas coisas.
A primeira é que justamente por Deus ser completo, que Ele é capaz de completar; nos completar da perda, da saudade, da carência, da solidão.
A segunda é que, por mais difícil que seja aceitar ou entender Deus não faz coisas ruins. Você já tinha parado pra pensar nisso?Deus não produz tristezas, infelicidade. Deus não fez isso com a Aline. Mas também é verdade que muitas vezes ele não as impede. E por que não? Bom, a verdade é que tenho algumas hipóteses, algumas respostas, mas não as colocarei aqui agora, porque lembrem-se que eu gostaria de falar apenas duas coisas.
Assim, o fato é que dessas coisas ruins, Deus pode, e quer fazer, coisas maravilhosas. Não me pergunte como e não me venha com outro por quê, mas a verdade é essa.
Por isso, permita que Deus faça da pior coisa do mundo que está acontecendo em sua vida, algo singularmente maravilhoso e incomparavelmente bom!E, além disso, permita que Ele te complete, te preencha, te adentre no mais profundo de sua alma. Porque, afinal, é maravilhoso saber que mesmo Deus não precisando de nada (e isso nos inclui), Ele quer fazer parte de nós.

As 3 convicções

É engraçado, e ao mesmo tempo confuso, como a vida espiritual tem altos e baixos.
Num momento você se sente cheio e no outro sozinho, num momento agindo corretamente e no outro pecando. "E assim caminha a humanidade", já dizia o cantor.
Mas não os filhos de Deus. Esse conformismo de "deixa a vida me levar" não pode ser inculcado em nossa mente, transformando, consequentemente, nosso coração e ações.

Por mais que haja algumas mudanças físicas, psicológicas, emocionais, que abalem positiva ou negativamente, o nosso relacionamento com Deus, este precisa ser baseado, necessita estar fundamentado em algumas convicções. Ou seja, constituído sobre fatos irrefutáveis, imutáveis e incondicionais.
Tenho pra mim, três principais convicções que são o alicerce do meu relacionamento com Deus: o amor, a cura e o chamado. Não me peça para ordená-los!Acredito que são concomitantes, inerentes.

Acerca do amor de Deus, aprendi, e me convenci, que é incondicional e que, portanto, querendo ou não, aceitando ou não, Ele nos ama e ponto!NÓS NUNCA DEIXAREMOS DE SER ALVOS DO AMOR DE DEUS (Rm 8:35-39).
A cura uma das alegrias de Deus. Isso mesmo. Ao contrário do que muitos pensam, Deus não tem prazer em castigar, amaldiçoar, despertar o medo, até porque nada disso faz parte de Sua natureza. Ele é amor, é espírito, é justiça, é vingador, mas um de seus prazeres consiste em curar.
Curar é sarar, é libertar, é cicatrizar, é transformar, é arrancar o que machuca, o que fere, o que adoece.E não foi exatamente isso o que Cristo fez na cruz? (Fp 2:8) O sangue foi derramado por amor para a cura.
Enquanto ao chamado, refiro-me aqui ao chamado para a ação e não o relacionado, diretamente, à eleição de Deus.Quer dizer, sim e não.
Você é escolhido de Deus?Você é, então, chamado para algo.Sim, Sim.Não há desculpas.Deus te ama e ponto. Deus quer te curar e ponto. Deus tem um chamado pra você e ponto.

Mas não se assuste!Ou melhor, deixe de se assustar.Porque uma vez chamado, igualmente capacitado. O que você precisa é descobrir-se com Deus.
O que Ele quer?Como Ele quer?Quando?São perguntas que têm que passar pela sua mente se você não quiser viver uma vida sem convicções.

E é claro que NADA do que façamos ou deixemos de fazer compensará o ato do Pai e do Filho, mas ao agirmos, reconhecemos nossa gratidão por isso, reconhecemos o prazer que temos em sua paternidade.
Digamos,portanto, sim a Deus.Sim ao amor, à cura, ao chamado, querendo que Ele entre na nossa vida e em todos os âmbitos dela, preenchendo-a de amor, curando-a e nos convencendo de seu
propósito para ela.

Ingredientes não bastam


Eu não sei você, mas até que eu gosto de cozinhar. Não que eu seja uma exímia cheff, até porque uma pessoa que cozinha verdadeiramente bem, não precisa seguir receita alguma. Sabe quais ingredientes combinam, como deve ocorrer uma reação entre eles, a quantidade correta e, mesmo antes de pronto, já sabe qual será o sabor. Eu não. Eu preciso da receita, das medidas, do tempo exato de cozimento etc.

Quando uma pessoa que não cozinha tão bem, inventa fazer de conta que sabe, vai para a cozinha, junta na bancada ótimos ingredientes e começa a preparar um prato, só há duas possibilidades: ou dá certo ou não dá. Ou o prato fica saboroso ou não fica. Simples assim!

Nós, as pessoas que apenas nos viramos na cozinha, não temos dúvida de que se pegarmos ótimos ingredientes, usarmos um pouquinho de bom senso gastronômico e juntá-los, o resultado será algo apetitoso. Afinal, como ótimos ingredientes, juntos, não darão uma ótima receita?Bom, nem sempre dá. Para algumas pessoas isso acontece na maioria das vezes, para outras apenas algumas vezes. Que seja!O fato é que ao menos uma vez, você, que assim como eu não cozinha tão bem, vai pegar os ingredientes perfeitos, mas não terá uma boa receita no final das contas.

E sabe por que isso acontece? Porque consideramos apenas os ingredientes! Nos esquecemos de como deveríamos misturá-los, do tempo de cozimento, das medidas. Esquecemos que ter os mais dos maravilhosos ingredientes, por mais saborosos que sejam, não basta. Não basta.

O mais irônico de tudo isso é que eu não tive esse aprendizado depois de um dia de fracassos culinários. E sim do término de um relacionamento. Anos vividos com muito companheirismo, amizade, confiança, admiração, paciência, carinho, atenção, gostos em comum, atenção, confidências, alegria, amor.

Bom...mas assim como existem vários tipos de um mesmo alimento, de um mesmo condimento, há vários tipos de amor. Confesso que pelo fato de eu ter pouco mais que duas décadas de vida, não conheço muitos tipos ainda, porém os que eu senti e os que foram sentidos por mim foram suficientes para que eu chegasse onde estou hoje. Exatamente agora.

O que um outro alguém já sentiu por mim foi o amor da amizade, do companheirismo, do prazer da companhia, da admiração, mas não o amor do amor. E mesmo todos os outros amores sendo sentidos...não bastou. Não deveria mesmo bastar.

- Se tínhamos ótimos ingredientes antes...
- Imagine agora!

Eu e ele apostamos tudo. Eu e ele fizemos uso de cada ingrediente que tínhamos. E adivinhem? A preparação foi perfeita, o cozimento correto, mas na hora de sair do forno, descomplicadamente falando, não deu certo.

Não. Não falarei sobre o amor que não foi alcançado, o que não foi correspondido, o amor que foi dado, o que foi deixado. Falarei apenas do “pós-todos-esses-amores”.

É claro que quando destampamos a panela ou abrimos o forno e vemos – ou depois de experimentar, sentimos – que a receita não deu certo, o que vem de encontro a nós é a frustração, uma vez que gastamos tempo e ingredientes em algo que não teve o resultado esperado.

E é assim também no fim de uma relação. A primeira impressão é de que perdemos tempo apostando, gastando e desgastando sentimentos. Porém, quando você limpa a bagunça que ficou e, o mais importante, aceita que a receita não funcionou, você percebe que não tem tanta importância assim. Afinal, foram só alguns ingredientes, foi apenas algum tempo.

Obviamente, eu não sou insensível a ponto de achar que no fim de um relacionamento há a capacidade de notar tudo isso claramente. Até porque se assim fosse, as pessoas não sofreriam ao término de uma relação! Mas o que não posso negar é que a percepção disso é ridiculamente simples! O que, por sua vez, não significa que só por ser simples seja fácil. E é aqui que sofremos. Não é nada fácil.

Sabe, você pode sentir falta, querer o que antes não fazia tanta falta assim, ficar ansioso por momentos que não vão chegar, balbuciar, para você mesmo, palavras que jamais serão ditas, buscar por algo que não pode mais ser buscado. Acontece que – mesmo você não sendo uma pessoa otimista – é preciso ver o lado positivo das coisas. E se você acha que nada disso tem um lado bom, invente! Simples assim!

Tudo o que acontece ao nosso redor tem uma justificativa, um por quê. Não é sempre atrás das resoluções dos por quês que a própria ciência está todo o tempo? Por que o céu é azul? Por que a Terra gira e o Sol fica parado? Por que o câncer mata? Por que devemos reciclar? Por que temos que economizar água?
E é do mesmo jeito na nossa vida. Na nossa “bolha”. Mas assim como a ciência também não descobre muitas coisas, talvez nunca venhamos a compreender o por quê de certas coisas acontecerem nas nossas vidas. Mas tudo bem! Se preocupe com os por quês que ainda vão surgir! Vá atrás deles! Pois não importa quantos por quês sem resolução você teve na vida, mas sim quantas vezes arriscou achar a resposta!

E não considere que o tempo que você viveu tenha sido tempo gasto, tempo perdido. Foi apenas tempo vivido, apenas isto! Tempo vivido em meio a dificuldades, tristezas, alegrias, perdas, amores, acertos, equívocos. Mas tempo vivido; vivido por você e o qual fez de você exatamente o que você é hoje. O que você é agora!

A última coisa, se lembra daquelas pessoas que falei no comecinho?Aquelas que sabem cozinhas maravilhosamente bem? Pois então, como você acha que elas aprenderam?

De pensar a um clichê


Parar e pensar na vida...quem nunca fez isso?E quem nunca perdeu boas horas de sono só para pensar?O intrigante é quando você para de pensar na sua vida e começa a perceber a vida do outro, a vida que está ao seu lado, à sua frente. Quantas diferenças há na vida de uma pessoa para outra.Algumas têm tristezas, solidão, dor, perda, outras têm alegrias, prazeres, sorrisos, risos...e outras ainda têm um pouco disso, um pouco daquilo e nem por isso são ou deixam de ser mais ou menos felizes do que quaisquer outras pessoas.Mas o que torna isso intrigante vem agora, é o fato de que mesmo as pessoas sendo visível e perceptivelmente diferentes ainda assim são iguais!Ainda assim atribuímos à vida (seja de quem for) clichês, conselhos, lições...esperando que cada fala, cada lição se aplique à vida do outro como se aplica a nossa...E sabe o que é curioso!?Funcionam!!!Porque cedo ou tarde você vai notar,sim, que amigos são poucos, que seu pai foi um grande homem e sua mãe uma grande mulher...sentirá orgulho deles. Notará que a vida passa rápido. Lembrará que já amou e não foi amado e vice-versa.Será grato por ter tristezas e alegrias, desprazeres e gozo, pois só assim poderia dar o valor necessário a cada segundo de vida que se ganha, ou se perde, dependendo do ponto de vista!E cedo ou tarde irá querer saber o por quê de estar aqui, para onde vai, o por quê do mundo estar assim, e com total certeza há respostas para essas perguntas...cabe a você ir atrás das respostas, da verdade..."conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".Por isso, não importa o quanto almejamos algo, o quanto queremos pessoas, o quanto desejamos situações, o quanto temos certeza de que ninguém sofre mais do que nós, o quanto os problemas e frustações do outro nao são nada perante os nossos...todos nós ganhamos vida da mesma maneira e iremos deixá-la da mesma maneira... O susto, a surpresa, está em quando...E assim, iguais ou opostos, sofredores ou vencedores, clichês aplicados ou não...não deixemos de nos agarrar a Quem nos colocou aqui e nos quer com Ele...alguns já estão, outros estão a caminho e muitos estarão, mas não todos...Não perca tempo, "a vida é curta demais"...vê?Um clichê perfeitamente plausível!