O último filme que assisti na TV foi na segunda-feira: O Casamento do Meu Melhor Amigo, com Julia Roberts.Ela, fantástica, o filme, engraçadíssimo.
É até estranho pensar: Julia Roberts não é a protagonista?Como assim?Não, não é. Ela pode aparecer no maior número de cenas, mas o longa não trata do casamento dela, da história dela, e sim do casamento de seu melhor amigo. Triste. Julia Roberts em segundo plano.
Aí, me veio à mente um outro filme: O Amor Não Tira Férias. Nesse filme duas mulheres, interpretadas por Cameron Diaz e Kate Winslet, decidem trocar suas casas, enquanto uma vai pra Inglaterra (Diaz), a outra vem de lá para ficar em Los Angeles (Winslet). Muitas coisas acontecem dessa troca, como vocês podem imaginar, mas quero destacar a cena abaixo:
Arthur diz que Iris está fazendo o papel secundário, o papel figurante, em sua própria vida, assim como Julianne na história de seu amigo; nenhuma das duas se reconheceu como protagonista de suas vidas.Triste duas vezes.
É óbvio que eu não poderia deixar de trazer isso pra minha vida...
Gente, por muito tempo eu fui secundária. Por muito tempo eu fui a melhor amiga. O cômico e o trágico disso é que ao me anular assim, eu achava que estava desempenhando um papel nobre!Até parece!
Cansei, minha gente!Chutei o pau da barraca, coloquei as cartas da mesa, rodeia a baiana, levantei, sacudi a poeira, dei a volta por cima e reivindiquei o papel principal.
Eu sou a protagonista da minha história.
E hoje tenho estreado muitas comédias, umas românticas outras nem um pouco, alguns dramas e – por mais que eu não goste – terror.
E aqui eu relembro um filme de Julia Roberts e outro de Kate Winslet, nos quais, nesses sim, elas desempenharam o papel que cada mulher merece: o de mocinha, o de mulher fatal, o de preferida, o de irresistível, o de mais bela, o de escolhida. O papel principal.
Uma Linda Mulher e Titanic.
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