Quando faz sol, quando faz nuvem, é quando as pessoas vão pra fora. Elas caminham, andam, se exercitam, vão ao clube, à praia. Elas ficam bronzeadas, suadas, vermelhas, queimadas. Elas ficam felizes.
Os parques ficam cheios, as praias ficam lotadas e, no clube, as pessoas disputam as cadeiras, mesas e guarda-sóis.
Os restaurantes trabalham à base da reserva, os bares suportam gente bebendo em pé e pedindo a conta. E isso pra não falar das ruas abarrotadas de gente andando, dirigindo, pedalando, gritando; atravessando de lá pra cá.
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Quando chove, é quando as pessoas ficam dentro. Elas dormem, assistem filmes, temporadas inteiras de uma série da TV. Comem mais, fazem noites de jogos, pedem pizza e tomam vinho.
Os parques ficam vazios, as praias ficam cobertas pela maré que sobe e, no clube, os sócios utillizam a piscina coberta e as aulas de dança de salão.
Os restaurantes e bares já não ficam tão disputados e muito mais do que espaço, é necessário disponibilizar um número considerável de guarda-chuvas, que são trazidos e levados pelos rapazes do valet. E isso pra não falar das ruas abarrotadas de água, que dificultam o trânsito, que assustam as pessoas e as fazem subir no banco do ponto de ônibus para se manterem o menos molhadas possível.
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Chovia. Troquei um pelo o outro e fui pra fora. Caminhei, o vento no rosto, os pingos daquela "chuva-garoa" que a medida que caíam eu os sentia um a um. Refrescante. Tocava.
E o cheiro?Cheiro de chuva. Cheiro de terra. Cheiro de água da chuva na terra. Tudo isso somado e misturado foi o cenário perfeito de uma tarde paulista nubalada, abafada e chuvisquenta.
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