Numa tarde de um dia de férias, resolvi ir até um out let de uma das lojas que vendem o meu número de jeans: 34.
Como eu bem sabia, encontraria lá dezenas de modelos e opções, mas meu objetivo eram três peças. Três calças jeans e nada mais.
O vendedor, fazendo o papel do vendedor atencioso, começou a perguntar qual dos modelos expostos me agradava. E, depois de escolher alguns, eu fui rumo ao provador e ele, rumo ao estoque, para buscar a numeração correta das roupas que eu tinha gostado.
No provador, eu já descartava algumas calças pela cor, afinal para mim não tem coisa mais feia do que jeans sem cara de jeans.
Tirei o meu jeans - um tanto velho, eu diria - e comecei a botar minhas pernas nas pernas das calças. Mas foi entre retirar uma e pegar a seguinte, que a voz do vendedor apareceu por detrás da cortina do provador.
Eu queria pegar os jeans que ele havia trazido, mas me deu a bendita preguiça dos 10 segundos e, por isso, não queria ter que vestir a minha calça só para abrir a cortina. Eu não coloquei, então, a calça e, portanto, fiquei só de calcinha. Mas não, eu não abri a cortina completamente.
O plano foi puxar, delicada e cuidadosamente, um pouco do tecido para eu pegar com apenas uma mão aquilo que estava com meu atendente. O fiz. Fechei a cortina e ao me virar, me dei conta, de fato, do que havia naquele provador - e, espera-se, em todos os provadores do mundo -: um espelho.
A abertura que fiz no pano para ver o vendedor, permitiu também a ele uma visão: a do meu traseiro em reflexo!
A solução foi ficar vermelha, me xingar de idiota, não querer nunca mais sair daquele cubiculo, agradecer pela calcinha em ordem que eu estava usando e fingir que nada tinha acontecido.
Sai de lá com uma pilha de calças que não levaria, a qual serviu por breves segundos para tapar meu rosto da vergonha, e outras três na mão que debitariam pouco mais de R$200,00 da minha conta. Estas, pelo menos, serviriam para esconder meu bumbum.
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