Começo a pensar em mil coisas. Não consigo ordená-las, não consigo compreendê-las, nem processá-las. São mil coisas que se multiplicam e tomam a minha mente por inteiro. Fico completamente absorta em imagens, sonhos, pesadelos, por quês e quereres.
A ansiedade entra e me tira o ar. Me revira de tal maneira que nem minha respiração segue o curso natural da inspiração e expiração. Descontrola-me.
É tão abstrata e tão física ao mesmo tempo. Não sei se existe, se é imaginada. Mas de dentro de mim estoura uma dor. Começa na altura do estômago e vai subindo. É uma dor que não dói, mas que é sentida. É uma dor que prende, asfixia. Assusta-me.
É incontrolável o borrão de sentimentos que perpassa o meu coração quando me sinto assim; é medo, é dúvida, é prazer, é curiosidade, é insegurança, é impotência.
Sinto os pés formigarem e a dormência chega às pernas. É a sensação de se levar um susto, sendo que esse susto eu mesma me dou; não sei se propositalmente. Mas é incômodo demais perceber que há momentos em que minha cabeça e meu coração perdem o rumo. Perdem o prumo. E que sou eu a causadora dessa perda.
Não sei como escapar disso, porque tudo acaba por ser eu mesma. Não consigo fugir de mim nem de tudo aquilo que me parece externo, mas se interioriza de tal maneira que se torna inerente.
A minha mente assim é inabitável e nem eu mesma tenho coragem para adentrá-la e, de algum jeito, tentar colocá-la em ordem.
...
Há ordem?
..
Não sei.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Roda Gigante

Confesso que não estava muito animada para visitar um museu hoje. Estava tão calor e o céu tão azul, e como isso tem sido uma raridade na cidade de São Paulo, não queria desperdiçar a tarde em um lugar fechado.
Fui assim mesmo e fui praticando ao longo do caminho o exercício do interesse, para de qualquer maneira aproveitar o passeio cultural que íamos fazer.
Tudo começou bem, porque achei uma vaga numa rua bem próxima ao MASP, depois praticamente não havia fila para pegar o ingresso (ta aí uma ótima dica: todas as terças o MASP tem entrada gratuita) e porque o ar condicionado estava muito agradável!
Começamos a visita pelo segundo andar. É o andar das coisas que sempre estão lá - mas que grosseria a minha - é o andar dos quadros e esculturas que sempre estão expostos lá!
É uma série de Manet, Monet, Rodin, Goethe, Di Cavalcanti etc. É uma série para qual a maioria, sim a maioria, das pessoas olha e pensa: "Aham!Humm!Aham!" e é isso!Não elas não entendem, não elas não conhecem. Por isso, já aceitando que o meu olhar para aquela arte toda era igual ao olhar que eu dispenso a algum outdoor, parei para ler as frases que estavam ao lado dos quadros e que ajudavam a compor a cena da exposição. Uma delas dizia: "Tudo o que eu vejo é vida, e nada mais que vida".
Achei linda e gravei na memória pra colocar no status do Facebook quando chegasse em casa. Continuei andando, continuei lendo.
Assim que esgotamos o andar superior, descemos e havia uma exposição de Wim Wenders, que até então desconhecia, chamada "Lugares, estranhos e quietos".
Meu interesse ai mudou, porque não eram mais quadros, eram fotografias; uma cratera de um meteorito na Austrália, um cemitério no meio da cidade em Tóquio, um banco vermelho virado para uma grade com o mar ao fundo, uma roda gigante abandonada.
...
Achei estranho adjetivar a roda gigante dessa maneira, mas foi assim mesmo que pensei: "Nossa!É uma roda gigante abandonada!". Mas espere um pouco, alguém aí tem uma roda gigante e a abandona?A deixa?Seria possível, então levá-la?Pobre roda gigante!Foi, sem escolha, deixada para trás.
O cenário era rural, a grama alta, os cestos caídos ao chão, o branco pintado com a ferrugem, casas e prédios bem ao fundo.
No mínimo, ali esteve um parque, que por muitas noites animou a vizinhança e se apresentou como uma opção de lazer para uma típica população do interior. Mas tudo acabou, o parque não lucrara o suficiente, ou sim, e o dono resolvera ir pra um outro lugar. Mas não se importando com aquilo que esteve firme e forte naquele espaço, girando e girando sem parar, não titubeou em largá-la ali. Pobre roda gigante!
...
Desmontaram o carrossel, não desmontaram?Desfizeram as barracas de tiro ao alvo, não desfizeram?Transportam as barracas de comida, não transportaram?Por que, então, não a tiraram dali?Por que a deixaram sozinha?Imagine a tristeza da roda gigante!Ela é roda mas não gira, é gigante mas não se move. Ô vidinha, viu?
Lembrei da frase que, anteriormente, havia memorizado: "Tudo o que eu vejo é vida, e nada mais que vida". Era vida, então.
Em "vida" tantas coisas boas estão implícitas: acontecimentos, aprendizado, crescimento, descoberta, beleza, espontaneidade. E mesmo que a roda gigante possuísse uma "vida-inha", ela ainda possuia uma, ela ainda possuia tudo "isso-inho".
...
Saí menos triste, acreditando que para aquela gigantona que rodar não rodava mais, até valia a mediocridade de colocar a vida no diminutivo.
(Foto: http://www.redebrasilatual.com.br/multimidia/blogs/curta-essa-dica/wim-wenders-expoe-fotos-no-masp acessado em 19/01/11)
Fui assim mesmo e fui praticando ao longo do caminho o exercício do interesse, para de qualquer maneira aproveitar o passeio cultural que íamos fazer.
Tudo começou bem, porque achei uma vaga numa rua bem próxima ao MASP, depois praticamente não havia fila para pegar o ingresso (ta aí uma ótima dica: todas as terças o MASP tem entrada gratuita) e porque o ar condicionado estava muito agradável!
Começamos a visita pelo segundo andar. É o andar das coisas que sempre estão lá - mas que grosseria a minha - é o andar dos quadros e esculturas que sempre estão expostos lá!
É uma série de Manet, Monet, Rodin, Goethe, Di Cavalcanti etc. É uma série para qual a maioria, sim a maioria, das pessoas olha e pensa: "Aham!Humm!Aham!" e é isso!Não elas não entendem, não elas não conhecem. Por isso, já aceitando que o meu olhar para aquela arte toda era igual ao olhar que eu dispenso a algum outdoor, parei para ler as frases que estavam ao lado dos quadros e que ajudavam a compor a cena da exposição. Uma delas dizia: "Tudo o que eu vejo é vida, e nada mais que vida".
Achei linda e gravei na memória pra colocar no status do Facebook quando chegasse em casa. Continuei andando, continuei lendo.
Assim que esgotamos o andar superior, descemos e havia uma exposição de Wim Wenders, que até então desconhecia, chamada "Lugares, estranhos e quietos".
Meu interesse ai mudou, porque não eram mais quadros, eram fotografias; uma cratera de um meteorito na Austrália, um cemitério no meio da cidade em Tóquio, um banco vermelho virado para uma grade com o mar ao fundo, uma roda gigante abandonada.
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Achei estranho adjetivar a roda gigante dessa maneira, mas foi assim mesmo que pensei: "Nossa!É uma roda gigante abandonada!". Mas espere um pouco, alguém aí tem uma roda gigante e a abandona?A deixa?Seria possível, então levá-la?Pobre roda gigante!Foi, sem escolha, deixada para trás.
O cenário era rural, a grama alta, os cestos caídos ao chão, o branco pintado com a ferrugem, casas e prédios bem ao fundo.
No mínimo, ali esteve um parque, que por muitas noites animou a vizinhança e se apresentou como uma opção de lazer para uma típica população do interior. Mas tudo acabou, o parque não lucrara o suficiente, ou sim, e o dono resolvera ir pra um outro lugar. Mas não se importando com aquilo que esteve firme e forte naquele espaço, girando e girando sem parar, não titubeou em largá-la ali. Pobre roda gigante!
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Desmontaram o carrossel, não desmontaram?Desfizeram as barracas de tiro ao alvo, não desfizeram?Transportam as barracas de comida, não transportaram?Por que, então, não a tiraram dali?Por que a deixaram sozinha?Imagine a tristeza da roda gigante!Ela é roda mas não gira, é gigante mas não se move. Ô vidinha, viu?
Lembrei da frase que, anteriormente, havia memorizado: "Tudo o que eu vejo é vida, e nada mais que vida". Era vida, então.
Em "vida" tantas coisas boas estão implícitas: acontecimentos, aprendizado, crescimento, descoberta, beleza, espontaneidade. E mesmo que a roda gigante possuísse uma "vida-inha", ela ainda possuia uma, ela ainda possuia tudo "isso-inho".
...
Saí menos triste, acreditando que para aquela gigantona que rodar não rodava mais, até valia a mediocridade de colocar a vida no diminutivo.
(Foto: http://www.redebrasilatual.com.br/multimidia/blogs/curta-essa-dica/wim-wenders-expoe-fotos-no-masp acessado em 19/01/11)
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O Banho
Chega. Cansada. Esquecida. Ofuscada por mais um dia que passou pelas pessoas que, assim como ela, labutaram o dia todo, as quais ficam imersas na balburdia da cidade grande.
O primeiro lugar pelo qual passa é a porta de entrada e em seguida a porta de seu quarto. Ensolarado, limpo, sem resquícios, sem migalhas. Também pudera, de tão pouco habitado que é. À noite comporta a cama e o corpo que sobre ela repousa. De dia, como já fora dito, é a luz do sol que abriga. Ensolarado.
Ao adentrar o cômodo encharcado de calor agradável, coloca sobre a escrivaninha seus pertences, que acabam por serem inerentes aquela pessoa de tanto acompanhá-la; guiá-la muitas vezes. As coisas, muito mais do que colocadas, são retiradas de si, como um soldado ou guerreiro ao se desarmar. Desgruda-lhe a armadura, aparta-lhe a arma. Assim também a bolsa, o relógio, os brincos, os sapatos, a blusa, as meias.
O corpo já sabe para onde ir, é mecânico, é diário, é estático e, paradoxalmente falando, se encaminha para o banheiro.
O restante da armadura é despido. Água. Passa pela porta. Adentra novamente. Mas não é o sol a esperar, a luz a iluminar. É a água e sua liquidez, sua umidade.
Cada gota é imensurável, incontável; toca-lhe a pele, aquecendo-lhe o corpo, massageando-lhe os nódulos do cansaço e do stress.
Mais atos mecânicos. Ensaboa, esfrega, limpa, lava, purifica.
Agacha-se. Cócoras. Senta-se sobre as pernas, joelhos no chão. Mas mesmo mudada a posição, a água não cessa. Os pingos em sua individualidade, únicos, continuam a cair, continuam a gotejar.
Mas, percebendo-se, repara no fluxo da água, no caminho que ela percorre, as formas que faz em seu corpo. São como mapas, como direções, como coordenadas. E ela observa e percebe cada uma daquelas gotas que insistem em tocar-lhe a pele.
Encolhida. Agarrada a si. Sente a água pesando em sua nuca, porém num súbito, a água esfria. Dura poucos segundos, mas é o suficiente para eriçar-lhe os pelos. Morna. Quente. Continua na mesma posição. Segundo súbito. Os pelos. Morna. Quente.
Desiste. Levanta-se. E para contrapor a posição em que estava por vários minutos, estica-se, alonga-se, espreguiça-se; sente cada extremidade.
A água para. O corpo sai e envolve-se para a secagem, para que cada gota que já não cai, mas ainda resta, já não reste mais. Seca. Desistiu, porque afinal, haveria outro súbito; a água tornar-se-ia fria de novo.
O primeiro lugar pelo qual passa é a porta de entrada e em seguida a porta de seu quarto. Ensolarado, limpo, sem resquícios, sem migalhas. Também pudera, de tão pouco habitado que é. À noite comporta a cama e o corpo que sobre ela repousa. De dia, como já fora dito, é a luz do sol que abriga. Ensolarado.
Ao adentrar o cômodo encharcado de calor agradável, coloca sobre a escrivaninha seus pertences, que acabam por serem inerentes aquela pessoa de tanto acompanhá-la; guiá-la muitas vezes. As coisas, muito mais do que colocadas, são retiradas de si, como um soldado ou guerreiro ao se desarmar. Desgruda-lhe a armadura, aparta-lhe a arma. Assim também a bolsa, o relógio, os brincos, os sapatos, a blusa, as meias.
O corpo já sabe para onde ir, é mecânico, é diário, é estático e, paradoxalmente falando, se encaminha para o banheiro.
O restante da armadura é despido. Água. Passa pela porta. Adentra novamente. Mas não é o sol a esperar, a luz a iluminar. É a água e sua liquidez, sua umidade.
Cada gota é imensurável, incontável; toca-lhe a pele, aquecendo-lhe o corpo, massageando-lhe os nódulos do cansaço e do stress.
Mais atos mecânicos. Ensaboa, esfrega, limpa, lava, purifica.
Agacha-se. Cócoras. Senta-se sobre as pernas, joelhos no chão. Mas mesmo mudada a posição, a água não cessa. Os pingos em sua individualidade, únicos, continuam a cair, continuam a gotejar.
Mas, percebendo-se, repara no fluxo da água, no caminho que ela percorre, as formas que faz em seu corpo. São como mapas, como direções, como coordenadas. E ela observa e percebe cada uma daquelas gotas que insistem em tocar-lhe a pele.
Encolhida. Agarrada a si. Sente a água pesando em sua nuca, porém num súbito, a água esfria. Dura poucos segundos, mas é o suficiente para eriçar-lhe os pelos. Morna. Quente. Continua na mesma posição. Segundo súbito. Os pelos. Morna. Quente.
Desiste. Levanta-se. E para contrapor a posição em que estava por vários minutos, estica-se, alonga-se, espreguiça-se; sente cada extremidade.
A água para. O corpo sai e envolve-se para a secagem, para que cada gota que já não cai, mas ainda resta, já não reste mais. Seca. Desistiu, porque afinal, haveria outro súbito; a água tornar-se-ia fria de novo.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
"Que horas são?"
"- Cara, vamo embora!Hoje ainda é segunnda-feira!Não dá pra ficar chegando tão tarde assim durante a semana.
- Beleza! Vamo sim.Que caminho você acha mais fácil?Acho que é melhor ir por dentro não é?
- Ah, acho melhor ir pela Paulista, ai a gente já cai na Rebouças.
- Beleza.
...
- Liga o som ai.
- Melhor não, já tá chovendo pra caramba, olha o vidro aqui todo embaçado!Se ligar o rádio vou ficar desconcentrado e tá complicado dirigir assim.
- Ah vai!Nem tá chovendo tanto assim!
- Não é você que tá dirigindo né? Mas e ai?Como foi com o cara lá hoje?
- Ah meu, foi de boa... conversei com ele sobre o horário né?Disse que não tinha combinado isso, mas que eu tava afim de continuar lá na empresa. E ele falou pra passar amanhã lá de novo pra revermos isso.
- Legal, cara! Você não vai precisar sair de lá não.
- É, espero que não, mas com esse horário zuado não dá.
...
- Na boa, faz umas 3 horas que tá chovendo?
- Por aí né? Que horas são?
- Meia noite e pouco, tô sem relógio...
- Deixa eu ver no celular...
- Cuidado cara, olha o farol!
...
- Bateu!O filha da mãe bateu no meu carro!
- Você freiou em cima, meu!
- Eu ia passar, cara, mas ai ficou amarelo!Tive que parar!
- Relaxa, ele que tá errado, bateu na tua trazeira.
- Não vou descer não, meu!
- Como não?Tá doido?Vai lá!Ó ele já ligou o pisca alerta!
- Tô com a documentação errada, velho!
- Ixxi!Mas olha abriu a porta do carro, você vai ter que ir lá!
- Vou nada...deixa eu sair devagar...É até melhor pra ele mesmo, pô!Porque se eu for lá ele vai pagar os dois.
- Então vamo logo, vamo logo...
...
- O Renault tá ai atrás, você viu?
- Vi...
- Vai parar?
- Acho que sim, ele tá me seguindo!Ah não!Olha lá!O cara entrou na direita!
...
- Putz!Ia dar o maior rolo isso...
- É...melhor assim."
(E foi esse o diálogo que hipoteticamente aconteceu no carro em que bati)
- Beleza! Vamo sim.Que caminho você acha mais fácil?Acho que é melhor ir por dentro não é?
- Ah, acho melhor ir pela Paulista, ai a gente já cai na Rebouças.
- Beleza.
...
- Liga o som ai.
- Melhor não, já tá chovendo pra caramba, olha o vidro aqui todo embaçado!Se ligar o rádio vou ficar desconcentrado e tá complicado dirigir assim.
- Ah vai!Nem tá chovendo tanto assim!
- Não é você que tá dirigindo né? Mas e ai?Como foi com o cara lá hoje?
- Ah meu, foi de boa... conversei com ele sobre o horário né?Disse que não tinha combinado isso, mas que eu tava afim de continuar lá na empresa. E ele falou pra passar amanhã lá de novo pra revermos isso.
- Legal, cara! Você não vai precisar sair de lá não.
- É, espero que não, mas com esse horário zuado não dá.
...
- Na boa, faz umas 3 horas que tá chovendo?
- Por aí né? Que horas são?
- Meia noite e pouco, tô sem relógio...
- Deixa eu ver no celular...
- Cuidado cara, olha o farol!
...
- Bateu!O filha da mãe bateu no meu carro!
- Você freiou em cima, meu!
- Eu ia passar, cara, mas ai ficou amarelo!Tive que parar!
- Relaxa, ele que tá errado, bateu na tua trazeira.
- Não vou descer não, meu!
- Como não?Tá doido?Vai lá!Ó ele já ligou o pisca alerta!
- Tô com a documentação errada, velho!
- Ixxi!Mas olha abriu a porta do carro, você vai ter que ir lá!
- Vou nada...deixa eu sair devagar...É até melhor pra ele mesmo, pô!Porque se eu for lá ele vai pagar os dois.
- Então vamo logo, vamo logo...
...
- O Renault tá ai atrás, você viu?
- Vi...
- Vai parar?
- Acho que sim, ele tá me seguindo!Ah não!Olha lá!O cara entrou na direita!
...
- Putz!Ia dar o maior rolo isso...
- É...melhor assim."
(E foi esse o diálogo que hipoteticamente aconteceu no carro em que bati)
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